segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Como perder um leitor em uma única ação

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Quem escreve, escreve para ser lido, certo? Claro que você quer ficar famoso, ter fãs leitores e vender milhares de exemplares - mas isso tudo só vale se você for lido. Então você bola um plano maravilhoso de marketing, interage com outras pessoas pelas redes sociais (pessoas, estas, que você conhece pessoalmente ou não) e o leitor é, enfim, convencido a conhecer a sua obra. Ótimo, não é mesmo?

Sim, desde que seu livro esteja pronto.

Para considerar um livro terminado, não basta terminar a história e escrever FIM colocar um ponto final. É preciso que ele seja revisado - às vezes, mais de uma vez.

Quando eu falo em revisão, não estou falando em o autor reler seus escritos e reescrever o que precisa ser reescrito. Isso também é importante, mas estou falando de revisão ortográfica e gramatical, aquela feita por um especialista, que manja das regras da gramática normativa.

Tenho lido muitos livros de escritores nacionais contemporâneos - alguns lançados por editoras pequenas ou médias, alguns independentes (inclusive, leio muito na Amazon/Kindle e no Wattpad). Tenho encontrado histórias riquíssimas, interessantíssimas, mas confesso que me desestimula continuar a ler depois de encontrar muitos erros.

Sou do time que acredita que o escritor deve dominar as noções básicas da língua que utiliza para trabalhar, afinal, ela é seu instrumento de trabalho. Mesmo assim, acredito também que ele deve contratar um revisor para seu texto depois de terminado. Muitas vezes, os olhos de quem escreve ficam viciados no texto e não captam erros primários que qualquer um perceberia.

Outra coisa: cuidado ao escolher seu revisor. Há muita gente oferecendo seus serviços pela internet. Alguns são ótimos; outros, nem tanto. Contratar um revisor ser formação pode ser um péssimo investimento, por mais barato que seja. Vejo muitos livros com vírgulas separando sujeito de predicado, verbos conjugados erroneamente, frases sem coesão/coerência... Isso empobrece seu texto.
Sua história deve falar por si. É o seu cartão de visitas. É com ela que você conquista leitores que vão querer acompanhar seus próximos trabalhos. Se você não investe em si mesmo, por que uma editora deveria fazê-lo?

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